Ortodontia pediátrica: como saber se seu filho precisa?

Ortodontia pediátrica é uma especialidade da odontologia que busca corrigir, com tratamentos e cuidados adequados, a posição dos dentes e ossos maxilares que possam estar mal posicionados na face da criança.

Além de melhorar a estética — evitando crises de autoestima e até bullying — corrigir problemas odontológicos o quanto antes evita a perda de dentes e o surgimento de diversas doenças periodontais, na fase adulta.  

A intervenção odontológica ainda na infância — conhecida como ortodontia preventiva — é fundamental para garantir a saúde bucal dos pequenos. Nessa fase da vida, os dentes ainda estão se desenvolvendo e o maxilar está em crescimento, resultando em correções mais rápidas e permanentes.

Quando iniciar a ortodontia preventiva

A visita ao dentista é fundamental já nos primeiros meses de vida, antes mesmo dos primeiros dentinhos nascerem, como prevenção e incorporação de bons hábitos de saúde bucal.  

Contudo, ao menor sinal de problemas como apinhamento dos dentes, dificuldades na fala, respiração inadequada (pela boca) e deformidades no maxilar, os pais devem procurar um ortodontista, imediatamente.

O ideal é que o tratamento seja iniciado em crianças a partir de 6 ou 7 anos, segundo recomenda a Associação Americana de Ortodontia (AAO), já que é nesta fase em que os primeiros molares permanentes, além de incisivos superiores e inferiores, já surgiram, evidenciando os problemas mais indicados para o tratamento ortodôntico.

Vale ressaltar que nem sempre o aparelho fixo — necessário quase sempre em adultos — será preciso para corrigir as imperfeições diagnosticadas. O tipo do aparelho vai depender se a dentição é decídua (de leite) ou mista. Muitas vezes, tipos ortopédicos e móveis são suficientes, pela formação óssea ainda em estágio inicial, podendo ser facilmente alterada.

Principais motivos para realizar o tratamento

Existem problemas comuns que exigem a intervenção precoce do tratamento ortodôntico. Além de orientações adequadas aos pais, para que a criança desenvolva hábitos bucais saudáveis o quanto antes.

Os principais motivos para se iniciar o tratamento são mordidas cruzadas, que resultam em crescimento irregular do maxilar, e as sobremordidas que podem ocasionar fratura dos dentes salientes. Também merecem atenção problemas como falta de espaço (diastema) e dentes para frente, mordida aberta e a projeção da língua entre os dentes, no exercício da fala.   

Fases da Ortodontia Pediátrica

O tratamento ortodôntico pediátrico engloba duas fases (na infância e na adolescência) com um período de descanso entre elas — para contenção e acompanhamento.

A primeira fase vai dos 7 aos 10 anos de idade e trata diversos problemas de forma preventiva, visando encurtar o uso de aparelhos fixos na adolescência. É nesse período que são tratados a maioria dos problemas, como mordidas cruzadas, respiração inadequada e apinhamento dos dentes.

Com duração de 1 ano a 1 ano e meio, nesta fase grande parte das crianças utilizam apenas aparelhos ortopédicos (fixos ou móveis) para corrigir as imperfeições.

A segunda fase pode ser iniciada por volta dos 11 ou 12 anos (meninas) e 12 ou 13 anos (meninos), preferencialmente quando todos (ou quase todos) os dentes permanentes tiverem surgidos, já que, neste período, inicia-se o tratamento com aparelhos fixos, se for preciso.

Aqui, o tratamento dura, em média, entre 24 e 30 meses. Com os dentes permanentes instalados, o especialista pode resolver quase todos os problemas ortodônticos aparentes, resultando em um sorriso saudável e bonito.

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